Vozis — uma plataforma
para criar quem atende
Produto em que a empresa monta seus próprios agentes de atendimento, alimenta cada um com uma base de conhecimento e acompanha os resultados — tudo no mesmo lugar, com CRM embutido. Liderei a criação da plataforma e do design system que a sustenta.
Ferramenta técnica, usuário que não é técnico
Criar um agente de atendimento envolve escolher finalidade, treinar com documentos, definir voz e ligar tudo a uma operação comercial. Quem faz isso na ponta, porém, é gente de vendas e de clínica — não engenheiro de prompt. A plataforma precisava esconder a complexidade sem esconder o controle.
- Muitos objetos diferentes — agentes, bases de conhecimento, números de telefone, leads, grupos e créditos.
- Dois tipos de consumo — voz e texto gastam saldos distintos e precisam ser visíveis o tempo todo.
- Operação viva — o time acompanha chamadas do dia enquanto configura o próximo agente.
- Escala — o que funciona com três agentes tem que funcionar com trinta.
O resumo antes do detalhe
A tela inicial responde à primeira pergunta de todo dia: como foi ontem? Cinco indicadores no topo — chamadas realizadas, duração média, ligações recebidas e redirecionamentos — e, abaixo, o volume por tipo de agente ao longo da semana. Nada de configuração aqui: essa tela é para ler.
- Menu agrupado por intenção — Geral, Ferramentas e Outros; quem procura o CRM não passa pela lista de agentes.
- Créditos no pé do menu — voz e texto em duas barras, com o botão de recarga logo abaixo. O limite nunca surpreende.
- Legenda por tipo de agente — confirmação de presença, prospecção e qualificação, cada um com sua cor nos dois gráficos.
- Exportar ao lado do período — a ação fica junto do filtro que define o que vai ser exportado.
Uma decisão por etapa
Em vez de um formulário gigante com tudo de uma vez, a criação virou uma sequência de passos: finalidade, personalidade, base de conhecimento, voz e revisão. Cada tela pede uma coisa, e o progresso fica visível — dá para parar no meio e voltar depois sem perder o fio.
Separar a base de conhecimento do agente foi uma decisão deliberada: o mesmo material serve a vários agentes, e atualizar a informação não deveria exigir reconfigurar cada um deles.
O atendimento termina numa planilha — então a planilha é parte do produto
De nada adianta o agente atender bem se o lead se perde depois. O CRM nasceu dentro da plataforma, em formato de tabela, porque é assim que essas equipes já trabalham — só que com origem, agente responsável e status preenchidos automaticamente pelo atendimento que acabou de acontecer.
- Modelos por segmento — a equipe começa de um template do seu ramo em vez de uma tabela vazia.
- Origem como etiqueta colorida — manual, auto atendimento ou formulário: dá para ler a coluna inteira num relance.
- Abas por estágio — geral, listadas, em andamento e finalizados hoje; o recorte temporal vira navegação.
- Filtros de tempo em linha — hoje, amanhã, depois: as três perguntas que essas equipes fazem o dia inteiro.
- Cartão de contato no hover — o rosto e os dados de quem atende aparecem sem sair da tabela.
Trinta e sete telas que parecem uma só
Um produto desse tamanho só se sustenta com componentes. Criei e mantive o design system da plataforma: campos, tabelas, abas, cartões, estados vazios, dropdowns de notificação e de usuário, telas de perfil, planos e faturamento — todos derivados do mesmo conjunto.
Liderar design é decidir o que não entra na tela
A parte difícil não foi desenhar as telas — foi defender a sequência. Toda funcionalidade nova chegava querendo aparecer no painel. Manter o painel como lugar de leitura, e não de configuração, é o tipo de decisão que só se sustenta quando o sistema tem um lugar certo para cada coisa.