Uma oficina que explica antes de mexer
A Feres é uma oficina mecânica no Centro de Passo Fundo com nota 5,0 no Google e nenhuma presença digital própria. Desenhei e publiquei o site: quatro páginas, identidade tirada do chão da oficina e um único caminho de conversão — o WhatsApp.
A reputação existia. O site, não.
Quem procura oficina não compara catálogo — compara confiança. A Feres já tinha isso resolvido offline: 5,0 de nota em 15 avaliações no Google, clientes que voltam e indicam. O problema é que, fora da ficha do Google, a oficina não existia.
O site não precisava inventar uma reputação. Precisava dar um lugar para a que já existia — e transformar a visita em uma conversa no WhatsApp, que é como esse negócio realmente fecha serviço.
A estética veio de dentro da oficina
Nada de azul corporativo e foto de banco de imagens. A linguagem do site é a do próprio lugar de trabalho: amarelo de sinalização sobre fundo claro, faixa zebrada diagonal separando as seções e uma fonte monoespaçada nos rótulos, como etiqueta de ordem de serviço. As fotos são da oficina, com legenda técnica — “Bay 02 — preparação de motor”.
- Archivo em caixa alta para as manchetes — peso e largura de placa de sinalização.
- IBM Plex Mono nos rótulos — dá à interface o tom de ficha técnica, não de folheto.
- Amarelo reservado à ação — o botão de WhatsApp é a única coisa realmente quente na tela.
- Faixa zebrada como divisor — o elemento gráfico mais reconhecível de uma oficina, usado como respiro entre seções.
A promessa em duas frases
“Seu carro entra com problema. Sai com diagnóstico certo.” A manchete responde à dúvida que leva alguém a trocar de oficina — e o subtítulo fecha o ponto sensível: orçamento explicado antes de qualquer parafuso mexido. Logo abaixo, os três números que sustentam a conversa: nota, frentes de serviço e horário.

Três frentes, numeradas como etapas de uma ficha
A própria ficha do Google já resumia o trabalho em três frentes, então a página partiu daí em vez de inventar uma taxonomia nova. Cada uma aparece numerada — 01/03, 02/03, 03/03 — com o que entra em cada serviço listado item a item. Quem chega com “um barulho estranho” encontra a frase que descreve o próprio caso.

- Linguagem do cliente, não do mecânico — “aquele barulho que já passou por outra oficina e não foi resolvido”.
- Numeração que é conteúdo — 01/03 comunica que a lista acaba; não é enfeite.
- Entregável explícito — na revisão, o relatório do que foi verificado aparece como item, porque é diferencial.
Nenhum formulário no site inteiro
Formulário de contato é onde esse tipo de lead morre: a pessoa escreve, não sabe se alguém leu e vai para a próxima oficina. Todo caminho de contato do site vai direto para o WhatsApp, com telefone visível no cabeçalho de todas as páginas. A página de contato abre com a frase que resume a decisão: “sem formulário, sem espera”.
O melhor conteúdo já estava escrito pelos clientes
A tentação em site de serviço é escrever sobre si mesmo: “excelência”, “qualidade”, “tradição”. As avaliações do Google diziam a mesma coisa com muito mais força — e com nome e rosto. Estruturar o site em volta do que os clientes já repetiam (transparência, preço justo, prazo cumprido) resolveu conteúdo e credibilidade de uma vez.
